segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O equilíbrio está nos outros

Encontrar o próprio equilíbrio num retiro é fácil, você tem um único padrão: você mesmo. Em sociedade é muito mais difícil. Cada pessoa importante na sua vida contribui para um extremo que você tem que aprender, uma característica que você tem que absorver, um limite que você tem que superar. As referências se formam, e as referências se perdem. Pense no caos que sua vida entra a cada referência que aparece, a cada referência que se vai... Isso não é fraqueza ou falta de personalidade, é crescimento. Pobre daquele que nada aprende com os outros. Passou pelo mundo sem se conhecer, passou pela vida sem se envolver...

Esse é um dos motivos do equilíbrio ser inalcansável, as referências mudam, o mundo muda... o equilíbrio de hoje pode ser o excesso de amanhã...

3 comentários:

  1. Cada referência nova permite a vc se dividir em outras referências, que por sua vez tb se dividem. Isso é totalmente contrário a falta de personalidade, pq a personalidade se constrói exatamente dessa constatação da diferença. O que cancelaria a personalidade seria aceitar um único padrão estático. A certeza que temos é da constante transmutação de valores, da própria diferença que nós somos, por isso vivemos sempre intencionalmente se aprofundando em referências diversas e não perdemos a própria identidade. Para muitas correntes de pensamento é aí que tá o verdadeiro equilíbrio.
    Quem se recusa a isso é que não tem personalidade

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  2. Acho que pra maioria das pessoas envelhecer muda e emburrece muito (o que, se vc refletir, é uma parada sinistra). Elas deixam de absorver características e opiniões diversas, e relegam tudo a um filtro meio inconsciente configurado pra permitir só o que lhes é aceitável, sabe? Isso que faz, por exemplo, com que gente velha ainda tenha idéias racistas, neo nazis etc.

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  3. Concordo com você Robson... Esses dias ainda pensei e twittei: Que me permitam chegar aos 80 anos com a cara enrugada, mas que me livrem de chegar com a cara amarrada já aos 40. Parece que temos dois caminhos: Ser flexíveis ou sermos intolerantes... E mesmo escolhendo um dos lados não é o suficiente, ainda é preciso saber negociar com o outro lado...

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